Public Projeto Institucional #608

Identificação

Vozes em Escuta: Pela Vida das Mulheres Quilombolas

CEVID

CEVID

18 Set 2025
15 Dez
Em andamento

Público

OBJETIVO MACRO

Promover a escuta ativa das mulheres quilombolas; -Fortalecer a consciência coletiva sobre os direitos e a proteção das mulheres quilombolas; - Aproximar o Poder Judiciário das comunidades tradicionais; - Identificar, mapear e divulgar a rede de proteção existente em cada comunidade visitada; - Elaborar e distribuir material informativo acessível; -Criar um acervo institucional de vozes quilombolas.

RESULTADOS ESPERADOS

- Realização de Círculo de Partilha e Fortalecimento com as mulheres das comunidades quilombolas, comprovada por lista de presença, registros fotográficos e/ou relatórios descritivos;

- Realização de Oficina de saberes, comprovada por lista de presença, registros fotográficos e/ou relatórios descritivos;

- Realização de Diálogo com a rede de proteção à mulher, incluindo órgãos, serviços e contatos disponíveis, comprovada por registros fotográficos e/ou relatórios descritivos;

-Divulgação da ferramenta JuLIA Sentinela para solicitação de Medida Protetiva de Urgência por meio de Whatsapp, comprovada por registros fotográficos e/ou relatórios descritivos;

- Mapeamento e divulgação da rede local, contendo os serviços identificados em cada comunidade (ex.: CRAS, CREAS, Delegacia, Hospital, Centro de Referência da Mulher), comprovados por relatório de visita institucional, registro de reuniões e/ou registros fotográficos;

- Criação de Acervo Institucional "Vozes Quilombolas", comprovada por meio da compilação do material produzido a ser disponibilizado em repositório institucional, mídia eletrônica e material impresso arquivado na CEVID.

No Escopo

O projeto “Vozes em Escuta: Pela Vida das Mulheres Quilombolas” tem como escopo aproximar o Poder Judiciário das comunidades quilombolas, por meio de práticas fundamentadas na escuta ativa, no reconhecimento dos saberes locais e na valorização das formas próprias de organização comunitária. Parte-se do entendimento de que a proteção da vida das mulheres se fortalece quando construída de maneira coletiva, envolvendo famílias, lideranças e demais integrantes da comunidade, em diálogo com suas referências culturais, afetivas e históricas.

As ações do projeto compreendem a realização de Círculos de Partilha e Fortalecimento, Oficinas de Saberes, o mapeamento e a apresentação da rede local de proteção, bem como a constituição de Acervo Institucional “Vozes Quilombolas”, que reunirá cartas, desenhos, relatos orais, músicas e demais expressões produzidas durante as atividades, registrando as formas como as próprias comunidade compreendem a vida comunitária, a família, os direitos das mulheres, o futuro e as situações de violência presentes em seus territórios.

O projeto busca ainda compreender e aprender com as formas como as comunidades já se organizam para o enfrentamento à violência, valorizando estratégias próprias de cuidado e solidariedade. Ao mesmo tempo, cria espaços de escuta para acolher necessidades e expectativas, contribuindo para a construção de vínculos de confiança entre o Poder Judiciário e as comunidades quilombolas.

Fora do Escopo
Fora do Escopo não cadastrado
Informações Adicionais
O Projeto “Vozes em Escuta: Pela Vida das Mulheres Quilombolas” justifica-se pela necessidade de aproximar o Poder Judiciário das comunidades quilombolas, promovendo escuta ativa, valorização de saberes tradicionais e fortalecimento da rede de proteção às mulheres. A iniciativa responde a uma lacuna histórica de invisibilidade institucional e exclusão social, contribuindo para a efetivação do direito de acesso à justiça em territórios tradicionais. O projeto está alinhado à Resolução CNJ nº 254/2018, que institui a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, à Resolução CNJ nº 492/2023, que trata da adoção de Perspectiva de Gênero nos julgamentos, reforçando a necessidade de incorporar uma leitura sensível às desigualdades de gênero, raça e classe em todas as esferas do Judiciário. A proposta dialoga ainda com o Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, especialmente em seu Eixo 4, que prevê a articulação interinstitucional e social para a garantia de cultura antirracista na atuação do Poder Judiciário. Soma-se a esse marco a Política Judiciária Nacional de Atenção às Comunidades Quilombolas, instituída pela Resolução CNJ n. 599/2024, e o respectivo Manual de Implementação, que orienta os tribunais a promover o reconhecimento das especificidades históricas e socioculturais dessas comunidades. Ademais, a proposta dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, em especial com a ODS 5 - Igualdade de Gênero, ODS 10 - Redução das Desigualdades e ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes, reafirmando o compromisso do Brasil com a erradicação das violências de gênero e raça e com o fortalecimento institucional para a garantia de direitos humanos. Dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública 2025 indicam que 63,6% das mulheres vítimas de feminicídio no Brasil em 2024 eram negras, evidenciando que a violência de gênero atinge de forma desproporcional as mulheres negras e quilombolas. Essa realidade impõe ao Judiciário o dever de desenvolver iniciativas específicas e territorializadas, capazes de dialogar com os contextos culturais, econômicos e sociais dessas populações. Estudos apontam que a violência vivida por mulheres quilombolas apresenta particularidades que a diferenciam do contexto urbano, por estar atravessada por fatores históricos, como a herança escravocrata, e estruturais, como a ausência de serviços públicos, de acesso à saúde, de instrução e de meios de comunicação. Muitas vezes, o “grito de socorro” de uma mulher quilombola demora a ser ouvido em razão do isolamento geográfico e da precariedade de políticas públicas, o que intensifica sua vulnerabilidade social. Nesse sentido, o projeto se alinha a compromissos normativos nacionais e internacionais, como a Convenção de Belém do Pará, e integra-se às diretrizes do Plano de Gestão do TJPI, que prioriza a ampliação do acesso à Justiça, à inclusão social e o fortalecimento da interlocução entre o Judiciário e a sociedade civil, além de ser uma resposta a uma lacuna histórica de invisibilidade e exclusão. Ao promover escuta ativa e articulação em rede, a iniciativa integra-se às diretrizes do Plano de Gestão do TJPI, que prioriza a ampliação do acesso à Justiça, a inclusão social e o fortalecimento da interlocução entre Judiciário e sociedade civil. Ao promover a escuta ativa e a articulação institucional, o Projeto "Vozes em Escuta: Pela Vida das Mulheres Quilombolas" reafirma o compromisso do Poder Judiciário piauiense com uma Justiça antirracista e comprometida com a vida das mulheres quilombolas.
Nenhuma consideração cadastrada
25.0.000106511-7 25.0.000129637-2 25.0.000115477-2

Tarefas
Nenhum planejamento
Nenhum objetivo
Nenhuma ação
não
15

N/D

N/D

N/D

N/D

N/D

Gestão de Riscos

Nenhum risco cadastrado para este projeto

Orçamento do Projeto
Entrega Recurso Unid. Qtde Valor (R$) Total (R$)
Filipetas 1 1000 R$ 0,14 R$ 140,00
Folder 1 500 R$ 1,40 R$ 700,00
Banner 1 2 R$ 70,00 R$ 140,00
Camisas 1 10 R$ 16,99 R$ 169,90
Custo do Projeto R$ 1.149,90
Reserva de Contingência R$ 0,00
TOTAL DO PROJETO R$ 1.149,90