Projeto Institucional #608

Identificação

Vozes em Escuta: Pela Vida de Mulheres Quilombolas e Indígenas

CEVID

CEVID

02 Set 2025
15 Dez 2027
Em andamento

Público

OBJETIVO MACRO

Promover a escuta ativa das mulheres quilombolas e mulheres indígenas; -Fortalecer a consciência coletiva sobre os direitos e a proteção das mulheres quilombolas; - Aproximar o Poder Judiciário dos povos indígenas e comunidades tradicionais; - Identificar, mapear e divulgar a rede de proteção existente nos territórios visitados; Sistematizar as informações levantadas nas ações territoriais.

RESULTADOS ESPERADOS

- Realização de Círculo de Partilha e Fortalecimento com as mulheres das comunidades quilombolas e mulheres indígenas, comprovada por lista de presença, registros fotográficos e/ou relatórios descritivos;

- Realização de Oficina de Saberes, comprovada por lista de presença, registros fotográficos e/ou relatórios descritivos;

- Realização de diálogo com a rede de proteção à mulher, incluindo órgãos, serviços e contatos disponíveis, comprovada por registros fotográficos e/ou relatórios descritivos;

-Divulgação da ferramenta JuLIA Sentinela para solicitação de Medida Protetiva de Urgência por meio de Whatsapp, comprovada por registros fotográficos e/ou relatórios descritivos;

- Mapeamento e divulgação da rede local, contendo os serviços identificados em cada comunidade ou território visitado (ex.: CRAS, CREAS, Delegacia, Hospital, Centro de Referência da Mulher), comprovados por relatório de visita institucional, registro de reuniões e/ou registros fotográficos;

- Sistematização das informações levantadas nas atividades territoriais, com elaboração de relatório institucional.

No Escopo

O projeto “Vozes em Escuta: Pela Vida de Mulheres Quilombolas e Indígenas” tem como escopo aproximar o Poder Judiciário das comunidades quilombolas, por meio de práticas fundamentadas na escuta ativa, no reconhecimento dos saberes locais e na valorização das formas próprias de organização comunitária. Parte-se do entendimento de que a proteção da vida das mulheres se fortalece quando construída de maneira coletiva, envolvendo famílias, lideranças e demais integrantes da comunidade, em diálogo com suas referências culturais, afetivas e históricas.

As ações do projeto compreendem a realização de Círculos de Partilha e Fortalecimento, Oficinas de Saberes, o mapeamento e a apresentação da rede local de proteção, a divulgação da ferramenta JuLIA Sentinela para solicitação de Medida Protetiva de Urgência por meio do Whatsapp, bem como a sistematização das informações levantadas durante as atividades territoriais.

O projeto busca ainda compreender e aprender com as formas como as comunidades já se organizam para a proteção e o enfrentamento à violência, valorizando estratégias próprias de cuidado e solidariedade. Ao mesmo tempo, cria espaços de escuta para acolher necessidades e expectativas, contribuindo para a construção de vínculos de confiança entre o Poder Judiciário e as comunidades quilombolas e indígenas.

Fora do Escopo

Fora do Escopo não cadastrado

Informações Adicionais
O Projeto “Vozes em Escuta: Pela Vida de Mulheres Quilombolas e Indígenas” justifica-se pela necessidade de aproximar o Poder Judiciário das comunidades quilombolas e dos povos indígenas, promovendo escuta ativa, diálogo intercultural, valorização de saberes tradicionais e fortalecimento da rede de proteção às mulheres. A iniciativa responde a uma lacuna histórica de invisibilidade institucional e exclusão social, contribuindo para a efetivação do direito de acesso à justiça em territórios tradicionais, com atenção às especificidades socioculturais, territoriais, étnico-raciais e comunitárias desses grupos. O projeto está alinhado à Resolução CNJ nº 254/2018, que institui a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, à Resolução CNJ nº 492/2023, que trata da adoção de Perspectiva de Gênero nos julgamentos; ao Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial; à Política Judiciária Nacional de Atenção às Comunidades Quilombolas, instituída pela Resolução CNJ nº 599/2024; e à Resolução CNJ nº 454/2022, que estabelece diretrizes e procedimentos para efetivar a garantia do direito ao acesso ao Judiciário de pessoas e povos indígenas. A proposta também dialoga com a Convenção nº 169 da OIT, que reconhece a importância da participação dos povos indígenas e tribais nas decisões que lhes digam respeito. Ademais, a proposta está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, em especial com a ODS 5 - Igualdade de Gênero, ODS 10 - Redução das Desigualdades, ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes e ODS 18 - Igualdade Étnico-Racial, reafirmando o compromisso institucional com a erradicação das violências de gênero e raça, a promoção da equidade racial e o fortalecimento da garantia de direitos humanos. Dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública 2025 indicam que 63,6% das mulheres vítimas de feminicídio no Brasil em 2024 eram negras, evidenciando que a violência de gênero atinge de forma desproporcional as mulheres atravessadas por desigualdades de raça, etnia, território e condição social. Embora as mulheres indígenas representem percentual menor nos registros nacionais, sua presença entre as vítimas revela a persistência de vulnerabilidades específicas relacionadas ao pertencimento étnico, às barreiras de acesso a serviços públicos e à proteção institucional em seus territórios. Essa realidade impõe ao Judiciário o dever de desenvolver iniciativas específicas, territorializadas e culturalmente sensíveis, capazes de dialogar com os contextos históricos, sociais, econômicos e comunitários das populações atendidas. A violência vivida por mulheres quilombolas e indígenas apresenta particularidades relacionadas à territorialidade, ao racismo, às desigualdades de gênero, às barreiras de acesso a serviços públicos, à distância dos equipamentos da rede de proteção, às formas próprias de organização comunitária e, em alguns contextos, às barreiras linguísticas e culturais. Essas especificidades impõem ao Judiciário o dever de desenvolver iniciativas construídas em diálogo com as comunidades envolvidas, respeitando seus modos próprios de organização, suas lideranças, seus saberes e suas referências culturais. Nesse sentido, o projeto se alinha a compromissos normativos nacionais e internacionais, como a Convenção de Belém do Pará, e integra-se às diretrizes do Plano de Gestão do TJPI, que prioriza a ampliação do acesso à Justiça, a inclusão social e o fortalecimento da interlocução entre o Judiciário e a sociedade civil, além de ser uma resposta a uma lacuna histórica de invisibilidade e exclusão. Ao promover escuta ativa e articulação em rede, o Projeto "Vozes em Escuta: Pela Vida de Mulheres Quilombolas e Indígenas" reafirma o compromisso do Poder Judiciário piauiense com uma Justiça antirracista, intercultural, acessível e comprometida com a vida das mulheres quilombolas e indígenas.
Nenhuma consideração cadastrada
25.0.000106511-7 25.0.000129637-2 25.0.000115477-2
Tarefas
02 Set 2025 10 Nov
▶ 02 Set 2025
Articulação com a SEGES e magistrados(as) da comarca para viabilização das atividades de prospecção
02 Set 2025 29 Out 2027
▶ 19 Mar
Formação sobre gênero, raça, etnia, comunidades quilombolas, povos indígenas, marcos legais, escuta intercultural, acesso à justiça e enfrentamento à violência contra as mulheres, dentre outros
18 Set 2025 28 Out 2027
▶ 19 Mar
Reuniões para apresentação do projeto, escolha dos locais, horários e parceiros.
Convites, rádio comunitária, lideranças comunitárias, associações e articulação com comarcas, aplicativo de mensagem instantânea
08 Out 2025 25 Nov 2027
▶ 19 Mar
Organização de rotas, transporte, hospedagem, materiais
Criação e revisão de conteúdos, identidade visual, folders, banners, filipetas, camisas.
08 Out 2025 15 Dez 2027
▶ 19 Mar
Cobertura fotográfica, matérias, redes sociais, vídeos.
13 Out 2025 25 Nov 2027
▶ 19 Mar
Escuta ativa com grupos de mulheres e registro qualitativo
13 Out 2025 25 Nov
▶ 19 Mar
Escutas informais e registro do cotidiano
13 Out 2025 25 Nov
▶ 13 Out 2025
Identificação de fluxos e articulação institucional
Apresentação da ferramenta e entrega de informativos com qr code
13 Out 2025 01 Dez 2027
▶ 13 Out 2025
Realização de oficinas com dinâmicas de escuta ativa e estímulo à produção de expressões culturais (cartas, desenhos, relatos orais)
20 Out 2025 01 Dez 2027
▶ 20 Out 2025
Organização das informações levantadas (rede de proteção, cartas, desenhos, depoimentos) em relatórios parciais e no acervo institucional
20 Out 2025 15 Dez 2027
▶ 20 Out 2025
Elaboração de relatórios do projeto
Estratégia
Nenhum planejamento
Nenhum objetivo
Nenhuma ação
não
15

N/D

N/D

N/D

N/D

N/D

Gestão de Riscos

Nenhum risco cadastrado para este projeto

Orçamento do Projeto
Recurso
Unid.
Qtde
Valor(R$)
Total(R$)
Executado(R$)
Camisas
1
10
R$ 16,99
R$ 169,90
Banner
1
2
R$ 70,00
R$ 140,00
Folder
1
500
R$ 1,40
R$ 700,00
Filipetas
1
1000
R$ 0,14
R$ 140,00
Custo do Projeto R$ 1.149,90
Reserva de Contingência R$ 0,00
TOTAL DO PROJETO R$ 1.149,90
Total Executado R$ 402,47