Projeto Institucional #703

Identificação

Justiça Somos Nós no SALIPI: memória, equidade racial e justiça de proximidade

Equidade racial memória justiça de proximidade pertencimento; educação em direitos; acesso à Justiça; participação social; SALIPI. cultura identidade

SEGES

SEGES

02 Mai
20 Jun
Finalizado

Público

OBJETIVO MACRO

Promover a aproximação permanente entre o Poder Judiciário e a sociedade por meio da participação anual do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí no Salão do Livro do Piauí – SALIPI, transformando um espaço cultural de ampla circulação social em ambiente de acesso à Justiça, educação em direitos, escuta social, cidadania, memória, diversidade e promoção da equidade racial. A prática busca ampliar o acesso da população a direitos e serviços públicos fora dos espaços tradicionais do Judiciário, fortalecendo a compreensão de que a Justiça é uma construção coletiva e deve estar presente nos ambientes em que a sociedade se encontra, dialoga e produz conhecimento.

RESULTADOS ESPERADOS

Atendimentos pré-processuais, consultas processuais, orientações jurídicas, serviços de atermação dos Juizados Especiais, emissão da Carteira de Identidade Nacional, ID Jovem, orientações sobre alteração de prenome e gênero, apoio documental, Justiça Itinerante e segundas vias de registros civis.

No Escopo

Justiça Somos Nós no SALIPI é uma prática anual de justiça de proximidade desenvolvida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí para inserir o Poder Judiciário em um espaço cultural aberto, plural e de ampla circulação social. Seu propósito é substituir a imagem de uma Justiça distante, restrita aos gabinetes e edifícios forenses, por uma atuação construída com a sociedade, orientada pela escuta, pela educação em direitos, pela equidade racial e pelo atendimento de necessidades concretas.
A prática teve início em 2025, quando o TJPI participou pela primeira vez do Salão do Livro do Piauí com estande próprio e programação temática. O mote Justiça é Esperançar tomou como referência Esperança Garcia, mulher negra escravizada no Piauí e reconhecida pela Ordem dos Advogados do Brasil como primeira advogada brasileira. A edição articulou memória, reparação histórica, cultura e promoção da equidade racial, demonstrando que a presença do Judiciário em um evento literário poderia ultrapassar a divulgação institucional e constituir espaço efetivo de diálogo e cidadania.
Em 2026, a metodologia foi replicada e ampliada durante a 24ª edição do SALIPI, realizada de 5 a 14 de junho, no Espaço Rosa dos Ventos da Universidade Federal do Piauí, tendo recebido o mote Justiça Somos Nós: Raízes, Vozes e Direitos.
A expressão “nós” possui dois sentidos complementares.
Ela afirma que a Justiça é uma construção coletiva: magistrados, servidores, instituições e sociedade participam da identificação dos problemas e da formulação das respostas.
Nós, representa também laço, vínculo e segurança, simbolizando uma Justiça que une, protege e aproxima. Esse conceito orientou a organização do estande como espaço aberto de acolhimento, escuta e participação.
E nesse contexto, a programação de 2026 combinou ações permanentes e atividades especiais, tendo sido ofertados atendimentos pré-processuais, consultas processuais, orientações jurídicas, serviços de atermação dos Juizados Especiais, emissão da Carteira de Identidade Nacional, ID Jovem, orientações sobre alteração de prenome e gênero, apoio documental, Justiça Itinerante e segundas vias de registros civis.
Foi realizado um bate-papo sobre equidade racial, plantão da Comissão de Equidade Racial, atividades com crianças e adolescentes, oficinas sobre relacionamento saudável, ações socioambientais e programação literária.
O eixo racial permaneceu estruturante em toda a edição de 2025, que utilizou a memória de Esperança Garcia e a Exposição Escravidão como referências de reparação e reconhecimento histórico.
Em 2026, uma exposição e o debate Raízes, Vozes e Direitos, somados à atuação da Comissão de Equidade Racial, inseriram pertencimento, representatividade e enfrentamento ao racismo em ambiente de formação cultural e acadêmica.
A prática não se limitou, nem se limita a palestras e à instalação de estande informativo.
Seu diferencial está na integração entre cultura, escuta social, memória, prestação de serviços, educação em direitos e presença institucional continuada. A cada edição, um eixo temático orienta a programação, os materiais e os serviços, permitindo adaptação sem perda da identidade metodológica.
A experiência pode ser replicada por outros tribunais em feiras literárias, festivais culturais, universidades e eventos comunitários, como tem sido internamente, a cada ano.
A replicação exige definição de eixo temático, articulação interna e externa, planejamento das ações, programação educativa, serviços acessíveis, estratégia de mobilização, registro de participantes e avaliação dos resultados.

Fora do Escopo

Fora do Escopo não cadastrado

Informações Adicionais
A distância entre o Poder Judiciário e parte da população não é apenas territorial. Ela também pode ser institucional, cultural, informacional e simbólica. A linguagem jurídica, a formalidade dos espaços forenses, o desconhecimento sobre direitos e serviços disponíveis e as desigualdades históricas de acesso às instituições públicas constituem barreiras que podem dificultar o exercício pleno da cidadania. Nesse contexto, o Justiça Somos Nós no SALIPI parte da compreensão de que ampliar o acesso à Justiça também significa deslocar o Judiciário para espaços onde a sociedade já está presente, substituindo uma lógica exclusivamente receptiva — na qual o cidadão precisa procurar a instituição — por uma atuação ativa de proximidade, escuta e construção de vínculos. O Salão do Livro do Piauí constitui ambiente especialmente adequado para essa estratégia por reunir, em um mesmo espaço, estudantes, professores, famílias, escritores, pesquisadores, movimentos sociais, instituições públicas e cidadãos de diferentes faixas etárias e contextos sociais. A inserção do TJPI nesse ambiente permite associar literatura, cultura e produção de conhecimento à educação em direitos e à prestação de serviços, alcançando públicos diversos em uma relação menos formal e mais acessível com o Poder Judiciário. A experiência iniciada em 2025 demonstrou o potencial dessa aproximação. Sob o mote “Justiça é Esperançar”, a participação do TJPI utilizou a trajetória de Esperança Garcia como referência para articular memória, reparação histórica, cultura e promoção da equidade racial. A experiência evidenciou que a presença institucional em uma feira literária poderia ultrapassar a divulgação das atividades do Tribunal e constituir verdadeiro espaço de cidadania, reconhecimento e diálogo social. A continuidade da prática em 2026, com o mote “Justiça Somos Nós: Raízes, Vozes e Direitos”, consolidou e ampliou essa metodologia. O estande passou a reunir, de maneira integrada, atendimentos pré-processuais, consultas e orientações jurídicas, atermação dos Juizados Especiais, documentação civil, ID Jovem, orientações relacionadas a prenome e gênero, Justiça Itinerante, atividades educativas, ações voltadas a crianças e adolescentes, programação socioambiental, debates e atuação da Comissão de Equidade Racial. A equidade racial constitui elemento estruturante da prática, e não atividade isolada de sua programação. Em 2025, a memória de Esperança Garcia e a abordagem da escravidão permitiram trabalhar reconhecimento histórico, resistência e acesso a direitos. Em 2026, a temática “Raízes, Vozes e Direitos”, associada às exposições, debates e à presença da Comissão de Equidade Racial, ampliou a discussão sobre pertencimento, representatividade, memória e enfrentamento ao racismo em um espaço de formação cultural e acadêmica. A prática justifica-se, portanto, pela necessidade de desenvolver formas mais acessíveis, inclusivas e participativas de presença institucional. Em vez de limitar a participação do Tribunal à instalação de um estande informativo ou à realização de palestras, o projeto integra escuta social, prestação de serviços, educação em direitos, memória, cultura e articulação interinstitucional, permitindo que a população conheça seus direitos e, simultaneamente, tenha acesso a orientações, atendimentos e encaminhamentos concretos. Seu caráter anual permite ainda o aperfeiçoamento progressivo da metodologia. A cada edição, um eixo temático orienta a identidade, os conteúdos, os serviços e as atividades, preservando os elementos essenciais da prática e possibilitando sua adaptação às demandas sociais identificadas. Assim, o Justiça Somos Nós no SALIPI transforma a participação institucional em política de aproximação social: o Judiciário deixa de apenas convidar a sociedade a ingressar em seus espaços e passa a ocupar, de forma planejada e continuada, os espaços onde a sociedade já se encontra, fortalecendo confiança, pertencimento, equidade e acesso efetivo à Justiça.
Nenhuma consideração cadastrada
Nenhuma observação cadastrada
Estratégia
#2.9 Garantia dos Direitos Fundamentais
#2.10 Fortalecimento da Relação Institucional do Judiciário com a Sociedade
#2.15 Promoção da sustentabilidade, inclusão e acessibilidade.
#9.73 Garantia dos direitos fundamentais
#9.74 Fortalecimento da relação institucional do judiciário com a sociedade
#9.79 Promoção da sustentabilidade, inclusão e acessibilidade
#12.86 Boas Práticas
#12.86.375 Povos Indigenas e Comunidades Tradicionais
#12.86.379 Equidade Racial
#9.79.251 Aplicar soluções de acessibilidade na estrutura de comunicação interna e externa do TJPI
#9.74.236 Aprimorar a comunicação com o público externo utilizando linguagem clara e acessível
#9.74.321 Facilitar o acesso aos canais de atendimento e a serviços judiciais disponibilizados à população
sim
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Gestão de Riscos

Nenhum risco cadastrado para este projeto

Orçamento do Projeto
Recurso
Unid.
Qtde
Valor(R$)
Total(R$)
Executado(R$)
Custo do Projeto R$ 0,00
Reserva de Contingência R$ 0,00
TOTAL DO PROJETO R$ 0,00
Total Executado R$ 0,00