Justiça Somos Nós no SALIPI: memória, equidade racial e justiça de proximidade
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Público
Promover a aproximação permanente entre o Poder Judiciário e a sociedade por meio da participação anual do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí no Salão do Livro do Piauí – SALIPI, transformando um espaço cultural de ampla circulação social em ambiente de acesso à Justiça, educação em direitos, escuta social, cidadania, memória, diversidade e promoção da equidade racial. A prática busca ampliar o acesso da população a direitos e serviços públicos fora dos espaços tradicionais do Judiciário, fortalecendo a compreensão de que a Justiça é uma construção coletiva e deve estar presente nos ambientes em que a sociedade se encontra, dialoga e produz conhecimento.
Atendimentos pré-processuais, consultas processuais, orientações jurídicas, serviços de atermação dos Juizados Especiais, emissão da Carteira de Identidade Nacional, ID Jovem, orientações sobre alteração de prenome e gênero, apoio documental, Justiça Itinerante e segundas vias de registros civis.
Justiça Somos Nós no SALIPI é uma prática anual de justiça de proximidade desenvolvida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí para inserir o Poder Judiciário em um espaço cultural aberto, plural e de ampla circulação social. Seu propósito é substituir a imagem de uma Justiça distante, restrita aos gabinetes e edifícios forenses, por uma atuação construída com a sociedade, orientada pela escuta, pela educação em direitos, pela equidade racial e pelo atendimento de necessidades concretas.
A prática teve início em 2025, quando o TJPI participou pela primeira vez do Salão do Livro do Piauí com estande próprio e programação temática. O mote Justiça é Esperançar tomou como referência Esperança Garcia, mulher negra escravizada no Piauí e reconhecida pela Ordem dos Advogados do Brasil como primeira advogada brasileira. A edição articulou memória, reparação histórica, cultura e promoção da equidade racial, demonstrando que a presença do Judiciário em um evento literário poderia ultrapassar a divulgação institucional e constituir espaço efetivo de diálogo e cidadania.
Em 2026, a metodologia foi replicada e ampliada durante a 24ª edição do SALIPI, realizada de 5 a 14 de junho, no Espaço Rosa dos Ventos da Universidade Federal do Piauí, tendo recebido o mote Justiça Somos Nós: Raízes, Vozes e Direitos.
A expressão “nós” possui dois sentidos complementares.
Ela afirma que a Justiça é uma construção coletiva: magistrados, servidores, instituições e sociedade participam da identificação dos problemas e da formulação das respostas.
Nós, representa também laço, vínculo e segurança, simbolizando uma Justiça que une, protege e aproxima. Esse conceito orientou a organização do estande como espaço aberto de acolhimento, escuta e participação.
E nesse contexto, a programação de 2026 combinou ações permanentes e atividades especiais, tendo sido ofertados atendimentos pré-processuais, consultas processuais, orientações jurídicas, serviços de atermação dos Juizados Especiais, emissão da Carteira de Identidade Nacional, ID Jovem, orientações sobre alteração de prenome e gênero, apoio documental, Justiça Itinerante e segundas vias de registros civis.
Foi realizado um bate-papo sobre equidade racial, plantão da Comissão de Equidade Racial, atividades com crianças e adolescentes, oficinas sobre relacionamento saudável, ações socioambientais e programação literária.
O eixo racial permaneceu estruturante em toda a edição de 2025, que utilizou a memória de Esperança Garcia e a Exposição Escravidão como referências de reparação e reconhecimento histórico.
Em 2026, uma exposição e o debate Raízes, Vozes e Direitos, somados à atuação da Comissão de Equidade Racial, inseriram pertencimento, representatividade e enfrentamento ao racismo em ambiente de formação cultural e acadêmica.
A prática não se limitou, nem se limita a palestras e à instalação de estande informativo.
Seu diferencial está na integração entre cultura, escuta social, memória, prestação de serviços, educação em direitos e presença institucional continuada. A cada edição, um eixo temático orienta a programação, os materiais e os serviços, permitindo adaptação sem perda da identidade metodológica.
A experiência pode ser replicada por outros tribunais em feiras literárias, festivais culturais, universidades e eventos comunitários, como tem sido internamente, a cada ano.
A replicação exige definição de eixo temático, articulação interna e externa, planejamento das ações, programação educativa, serviços acessíveis, estratégia de mobilização, registro de participantes e avaliação dos resultados.
Fora do Escopo não cadastrado
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